HISTÓRIA E MEMÓRIA DO DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO INFANTIL DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ, SANTA CATARINA (2006-2026): ENTRE RUPTURAS E PERMANÊNCIAS
Educação Infantil. História e memória. Rupturas e permanências. Identidade docente. Formação continuada.
Esta pesquisa, vinculada à linha de Processos Formativos e Políticas Educacionais do Programa de Pós-Graduação em Educação do Instituto Federal Catarinense (PPGE-IFC), investiga as rupturas e permanências presentes nos processos de construção da memória histórica do Departamento de Educação Infantil da Rede Municipal de Ensino de Balneário Camboriú, Santa Catarina, no período de 2006 a 2026. O estudo toma como eixo central a criação deste departamento e a análise dos documentos institucionais, examinando como se deu a reconfiguração da identidade docente, as políticas de formações continuadas e produção de materiais. O objetivo geral consiste em analisar as rupturas e permanências presentes nos processos de construção e organização do Departamento de Educação Infantil e de seus documentos institucionais, compreendendo as transformações nas políticas públicas, nas práticas de formação continuada e na produção de materiais ao longo de duas décadas. Metodologicamente, esta pesquisa adota uma abordagem qualitativa com análise documental e de conteúdo, fundamentada nos campos da História da Educação e da História Cultural. Sustenta-se nos conceitos de documento/monumento e memória (Le Goff, 1984, 1990), de representação e práticas (Chartier, 1990, 1991) e as noções de rupturas e permanências da forma escolar (Vincent, Lahire e Thin, 2001). O corpus documental inclui fontes primárias como leis, decretos, planos de carreira e documentos curriculares. Os resultados parciais evidenciam que a análise dos documentos permite identificar marcos históricos e pedagógicos que configuram a identidade da Rede Municipal de Ensino, revelando desafios na valorização docente e tensões entre avanços normativos e retrocessos na estabilidade da carreira. Concluímos até aqui que a memória institucional constitui um campo de disputa, no qual o registro documental atua como instrumento de poder e de legitimação das narrativas educacionais locais.