O profissional egresso do CST em Análise e Desenvolvimento de Sistemas deve ser capaz de processar as informações, extraídas de uma massa cada vez maior de dados, aquelas que pela sua natureza, interessam às organizações e/ou à sociedade como um todo, ter desenvolvido seu senso crítico e ser capaz de impulsionar o desenvolvimento econômico da região, integrando formação técnica à cidadania. De forma geral e em consonância com o Catálogo Nacional de Cursos Superiores em Tecnologia, se espera do profissional egresso do Curso Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas as seguintes competências: I. Analisar, projetar, documentar, implementar, testar, implantar e manter sistemas computacionais; II. Avaliar, selecionar e utilizar ferramentas, metodologias e tecnologias adequadas ao problema e ao contexto para a produção de sistemas computacionais; III. Empregar linguagens de programação e raciocínio lógico no desenvolvimento de sistemas computacionais; IV. Aplicar os princípios e métodos da engenharia de software voltados à garantia da qualidade, tais como usabilidade, robustez e segurança dos sistemas computacionais e dos processos envolvidos em sua produção; V. Conhecer e utilizar adequadamente os princípios de armazenamento e tratamento dos dados; VI. Identificar, analisar e modelar processos de negócio, possibilitando ações empreendedoras; VII. Aplicar conhecimentos de gerenciamento de projetos; VIII. Definir, implementar e customizar processos de software; IX. Elicitar, especificar e gerenciar requisitos de software e o projeto de interfaces; X. Gerenciar configurações do projeto de software; XI. Elaborar e manter a documentação pertinente ao processo de software; XII. Conhecer e utilizar adequadamente recursos de sistemas operacionais e redes de computadores; XIII. Conhecer os conceitos básicos de arquitetura de computadores; XIV. Aplicar princípios básicos de matemática e estatística na solução de problemas; XV. Conhecer a legislação e as normas técnicas pertinentes à área, agindo com ética e responsabilidade perante as questões sociais, profissionais, ambientais, legais, políticas, humanísticas e tecnológicas.
I. Compreender o impacto das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) no que concerne ao atendimento e à antecipação estratégica das necessidades da sociedade e das organizações; II. Agir de forma criativa, crítica e sistêmica na análise, compreensão e resolução de problemas; III. Empreender e alavancar a geração de oportunidades de negócio na área, com ética e responsabilidade perante as questões sociais, profissionais, ambientais, legais, políticas, humanísticas e tecnológicas; IV. Atualizar seus conhecimentos, competências e habilidades constantemente, a fim de acompanhar a evolução da tecnologia, da sociedade e do mundo do trabalho; V. Desenvolver atividades de forma colaborativa em equipes multidisciplinares; VI. Desenvolver sua comunicação interpessoal, compreensão e interpretação em situações que envolvam expressão de ideias, negociação, análise e elaboração de documentos, gráficos, diagramas e símbolos. Complementando, a base de conhecimentos científicos e tecnológicos capacitará o profissional para: ● Utilizar adequadamente a linguagem oral e escrita como instrumento de comunicação e interação social necessária ao desempenho de sua profissão; ● Realizar a investigação científica e a pesquisa aplicada como forma de contribuição para o processo de produção do conhecimento; ● Resolver situações-problema que exijam raciocínio abstrato, percepção espacial, memória auditiva, memória visual, atenção concentrada, operações numéricas e criatividade; ● Ter iniciativa e exercer liderança; ● Aplicar normas técnicas nas atividades específicas da sua área de formação profissional. ● Familiarizar-se com as práticas e procedimentos comuns em ambientes organizacionais; ● Criar documentação técnica e pesquisar documentação on-line; ● Empreender negócios em sua área de formação; ● Avaliar e especificar a necessidade de treinamento e de suporte técnico aos usuários; ● Executar ações de treinamento e de suporte técnico; ● Posicionar-se criticamente frente às inovações tecnológicas; ● Empreender negócios na área das TICs; ● Coordenar e/ou participar da equipe de gerenciamento pró-ativo de redes elaborando relatórios que identifiquem a sua atual situação; ● Gerenciar orçamentos para fins de aquisição, implantação e manutenção dos componentes de sistemas; ● Propor e participar de estudos de atualização em tecnologias emergentes na área de de formação posicionando-se em relação às necessidades de expansão; ● Coordenar e participar de equipes de suporte aos usuários das TICs; ● Traçar diretrizes de segurança objetivando a proteção de seus usuários, equipamentos e serviços; ● Realizar testes em ambientes visando identificar problemas e soluções nos processos implementados.
Embora a estrutura curricular do curso seja disciplinar, a metodologia e abordagem dos conteúdos estabelece uma ordem que prevê o encadeamento de conteúdos que possibilita a busca das relações entre as disciplinas que ocorrem concomitantemente durante o semestre, bem como as dos semestres anteriores. A articulação entre o corpo docente do curso é fundamental e possibilitará maiores avanços nas relações interdisciplinares a serem estabelecidas. A interdisciplinaridade é fundamental ao processo de ensino-aprendizagem, os docentes envolvidos realizam a socialização dos planos pedagógicos de ensino, discutem e trocam informações sobre os ementários e conteúdos a serem desenvolvidos e debaterão sobre a possibilidade da avaliação conjunta entre professores (avaliação de duas ou mais disciplinas sobre um objeto comum), buscando o encadeamento interno de conteúdos das disciplinas, diminuindo a carga individual de avaliações e buscando uma maior proximidade do mundo real. Para atender o aspecto interdisciplinar do curso, optou-se neste caso pela inserção das disciplinas de Projeto Integrador I e Projeto Integrador II, cuja prática interdisciplinar, desenvolvida por meio de atividades práticas e supervisionadas de planejamento e execução de projeto, integra e interage com os conteúdos das diversas disciplinas do curso. Tal perspectiva interdisciplinar, permite ao discente inter-relacionar os conteúdos ministrados nas disciplinas de cada período letivo do curso, por meio de projetos predominantemente práticos que envolvam os conteúdos abordados nas disciplinas daquele período letivo do curso.
O Sistema de Avaliação Institucional do IFC orientar-se-á pelo dispositivo de Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004, que instituiu o SINAES (Sistema Nacional de Avaliação do EnsinoSuperior), representada no Instituto pela Comissão Permanente de Avaliação (CPA), que tem suas diretrizes orientadas pela Resolução nº 069 CONSUPER/2014. A avaliação integrará três modalidades, a saber: ● Avaliação das Instituições de Educação Superior, dividida em 2 etapas: autoavaliação (coordenada pela Comissão Própria de Avaliação – CPA) e avaliação externa (realizada pelas comissões designadas pelo MEC/INEP); ● Avaliação dos Cursos de Graduação (ACG): visitas in loco de comissões externas; ● Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE): para iniciantes e concluintes, em amostras, com definição anual das áreas participantes. A avaliação do Curso acontecerá por meio de dois mecanismos constituídos pelas avaliações externa e interna. A avaliação externa considerará o desempenho do Curso em relação ao mercado de trabalho, ao grau de satisfação do egresso e aos critérios estabelecidos pelo Ministério da Educação (resultados do ENADE e da Avaliação das Condições de Ensino). A avaliação externa abrangerá, ainda: ● Pesquisa junto à sociedade civil organizada, com os quais o Curso desenvolve suas atividades para verificar a adequação dessas atividades e o grau de satisfação dos mesmos. ● Pesquisa junto às empresas parceiras, que absorverão os egressos do Curso, para verificar o grau de satisfação da comunidade externa em relação ao desempenho dos mesmos. ● Pesquisa junto aos egressos, para verificar o grau de satisfação dos ex-alunos em relação às condições que o Curso lhes ofereceu e vem lhes oferecer (formação continuada). Avaliação Interna A avaliação interna dos cursos de Graduação no IFC é regida pela Portaria Normativa no 01/2024 CONSEPE, é compreendida como um processo diagnóstico das condições dos cursos, levando-se em consideração as suas diversas dimensões e interações. São objetivos da avaliação interna dos cursos: I. Realizar diagnóstico das condições do curso considerando suas diversas dimensões; II. Identificar potenciais fragilidades dos curso; III. Embasar a tomada de decisões dos cursos, subsidiando o desenvolvimento de ações de ensino, pesquisa, extensão e administrativas na superação das fragilidades identificadas; IV. Adequar os Projetos Pedagógicos dos Cursos, a partir das fragilidades identificadas; V. Constituir instrumento de prestação de contas à comunidade; VI. Fornecer subsídios para o desenvolvimento ou aperfeiçoamento de políticas acadêmicas do IFC. Os cursos serão periodicamente auto avaliados, a partir dos seguintes elementos: I. Autoavaliação Institucional realizada pela CPA/CLA; II. Avaliações externas realizadas no âmbito do MEC: Reconhecimento de Curso, Renovação de Reconhecimento de Curso, Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes, Recredenciamento Institucional, SAEB, dentre outros previstos na legislação vigente; III. Plano Estratégico Institucional para a Permanência e o Êxito dos Estudantes; IV. Reuniões periódicas do NDB/NDE e colegiado de curso; V. Conselhos de Classe, quando aplicável; VI. Acompanhamento do processo de ensino e de aprendizagem; VII. Indicadores Acadêmicos disponíveis em plataformas oficiais (Plataforma Nilo Peçanha, Censo Interno, Censo da Educação Superior, Censo da Educação Básica, entre outros); VIII. Relatórios de Acompanhamento de Ingresso nos Cursos; IX. Acompanhamento de Egressos; X. Acompanhamento da Equipe Pedagógica; XI. Espaço de escuta com corpo docente do curso, técnicos administrativos e estudantes, referente aos elementos do PPC, tais como: práticas profissionais, reuniões, encontros, assembleias, curricularização, integração, processo avaliativo, TCC, atividades complementares/diversificadas, atividades EaD, entre outros.
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